Publicado em 28 maio 2026 • por Carlos Eduardo Orácio •
A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF) prendeu, nesta quinta-feira (28), os outros dois investigados envolvidos em um crime de latrocínio tentado ocorrido no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande, durante a madrugada do dia 21 de março.
Os investigados, identificados pelas iniciais J.V.C., de 23 anos, e B.R.T., de 22 anos, tiveram as prisões preventivas decretadas pelo Poder Judiciário após representação formal da DERF, baseada nos elementos de prova produzidos no curso da investigação.
As prisões ocorrem após a captura anterior de M.E.S.S., de 23 anos, já preso preventivamente no decorrer das investigações, ocasião em que confessou participação no crime e apontou os demais envolvidos na ação criminosa.
Conforme apurado pela DERF, a vítima, um serralheiro de 36 anos, havia acabado de retornar para sua residência após sair de uma tabacaria da região, quando foi surpreendida pelos criminosos, que invadiram o imóvel durante a madrugada.
As investigações demonstraram que os autores arrombaram a porta da residência, renderam a vítima e restringiram sua liberdade mediante amarração com extensão elétrica e cordões. Durante a ação criminosa, os investigados cobriram o rosto da vítima com uma camiseta e passaram a exigir dinheiro e senhas bancárias, utilizando ameaças e extrema violência física.
A vítima foi brutalmente agredida com chutes e atingida por golpes de faca na região do rosto, pescoço e ombro. Mesmo ferida e amarrada, conseguiu se arrastar até o quintal da residência e pedir ajuda a um vizinho, sendo posteriormente socorrida pelo Corpo de Bombeiros.
No decorrer das investigações, a DERF identificou que cartões bancários subtraídos da vítima foram utilizados poucas horas após o crime em uma lanchonete localizada nas proximidades da cena criminosa. Testemunhas relataram movimentação incomum dos investigados, que passaram a consumir bebidas alcoólicas, cigarros e alimentos utilizando cartões bancários pertencentes à vítima.
Além dos reconhecimentos fotográficos realizados durante a investigação, imagens de câmeras de segurança analisadas pela equipe policial corroboraram a presença dos investigados nas proximidades da residência da vítima no horário dos fatos.
Segundo apurado pela DERF, houve divisão de tarefas entre os envolvidos. As investigações apontaram que um dos autores portava a faca utilizada nas agressões, enquanto outro auxiliava na contenção e amarração da vítima.
A representação pelas prisões preventivas foi fundamentada na gravidade concreta do crime, na extrema violência empregada contra a vítima, no risco à ordem pública e na necessidade de assegurar a aplicação da lei penal.