Polícia Civil conclui investigações sobre morte de mulher na BR-163, em Campo Grande

  • Publicado em 01 jun 2026 • por Ana Paula da Costa Silva •

  • A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por meio da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), concluiu as investigações acerca do óbito da Sra. Ely da Silva Quevedo, ocorrido no dia 13 de abril de 2026, em trecho da BR-163, em Campo Grande.

    Com base em minucioso trabalho de investigação e pericial – que incluiu análise de vídeos do local, exames no veículo, no corpo da vítima e na dinâmica do evento –, restou tecnicamente demonstrado que a vítima saiu voluntariamente do veículo em movimento, vindo a cair na pista e ser atropelada pelo próprio automóvel. Não foram encontrados vestígios de luta no interior do carro, lesões defensivas na vítima ou qualquer evidência que indicasse intervenção física do condutor.

    A perícia criminal concluiu, portanto, que a morte decorreu de ação exclusiva da própria vítima, não havendo elementos que autorizassem a atribuição de responsabilidade penal ao motorista.
    Diante do caráter técnico e sigiloso dos autos, e em profundo respeito à memória da Sra. Ely da Silva Quevedo e à dor de seus familiares e amigos, não serão divulgados detalhes adicionais da investigação.

    Por força de protocolos internos e do compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher, o fato foi imediatamente tratado como possível crime de feminicídio, com a consequente instauração de procedimento investigativo perante a Primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, garantindo-se a aplicação de todos os instrumentos legais e técnicos voltados à elucidação da dinâmica e à responsabilização do agressor, se fosse o caso.

    Assim, ainda que ao final das apurações tenha sido afastada a hipótese de crime doloso contra a vida, cumpre registrar que o tratamento inicial do caso como feminicídio decorreu da estrita observância às políticas públicas de proteção à mulher e à necessidade de se investigar, com a máxima profundidade, qualquer morte suspeita ocorrida em contexto de relacionamento íntimo de afeto, ainda que já dissolvido.

    A 1ª DEAM reafirma seu compromisso com a apuração rigorosa, transparente e humanizada de todos os fatos que envolvem morte violenta de mulheres, atuando sempre dentro dos limites da lei e da ciência.

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