Campo Grande (MS) – O investigador Ricardo dos Santos Tiburcio, lotado atualmente na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), concluiu este mês a pós-graduação em Atendimento Pré-Hospitalar, oferecida pela Escola Superior da Polícia Civil do Paraná.
Diferente do que é ministrado normalmente no Atendimento Pré-Hospitalar convencional, o curso de APH da Escola Superior da Polícia Civil é voltado àqueles operadores de segurança pública que estão efetivamente em combate com a criminalidade, que buscam se qualificar para prestar o atendimento para parceiros de trabalho e para si próprio, em condições não convencionais como em ambientes de conflitos e de difícil acesso para viaturas do Resgate ou Samu, por exemplo.
Durante o curso com carga horária de 408 horas/aulas, ministradas durante 31 dias, os participantes fizeram estágios no pronto socorro do Hospital do Trabalhador e acompanharam unidades de resgate do Corpo de Bombeiros do Paraná. Os alunos também ministraram curso de APH, com dois dias de duração, para os integrantes da segurança pública paranaense e de outros estados. “Com isso enraizávamos o conhecimento, colocando tem prática aquilo que aprendemos na teoria na sala de aula”, explica Tiburcio.
O curso contou com a participação de alunos de vários grupos especiais de todo o país, entre eles do Gate da Polícia Militar de São Paulo, do Bope da PM do Paraná, do Core da Polícia Civil do Rio de Janeiro, do DOE da Polícia Civil do Distrito Federal e Coe da Polícia Civil da Bahia.
Devido à grande procura pelo curso, o investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul passou por uma refinada seletiva, que entre outras coisas exigia dos candidatos formação em cursos de operações especiais ou operações táticas especiais, experiência profissional superior a dois anos em unidade de operações especiais, ter curso de pós-graduação, experiência como instrutor de cursos regulares da unidade ou professor nas academias de polícias civil ou forças armadas.


