Aquidauana (MS): Por volta das 23h de domingo (21), chegou ao conhecimento da 1º Delegacia de Aquidauana, por meio de um proprietário rural, que havia ocorrido um homicídio em sua propriedade. Um trabalhador rural teria matado outro com disparo de arma de fogo.
A autoridade policial, os investigadores do Setor de Investigações Gerais, perícia técnica e agentes funerários seguiram ao local que fica a cerca de 100km da cidade e acerca de 4 km da sede da fazenda, a equipe abordou uma motocicleta que seguia sentido inverso com dois indivíduos. Durante a abordagem, verificou-se que o passageiro do veículo era o suspeito do crime, o qual recebeu voz de prisão. O suspeito negava o crime, alegando que a vítima teria atirado contra si própria quando “brincava” de “roleta russa”.
Já na propriedade rural onde o crime ocorreu, mais especificamente no alojamento dos trabalhadores, a equipe policial visualizou a vítima morta sobre a cama de um quarto e com um revólver calibre 357 magnum nas mãos. Havia pelo menos um ferimento por disparo de arma de fogo na região da cabeça. À princípio, conforme o perito criminal, o disparo teria ocorrido à distância de dois metros. Havia também sinais de manipulação do cadáver, sendo que a arma de fogo, seguramente, teria sido colocada nas mãos da vítima.
No quarto ao lado, havia quatro outros trabalhadores rurais, sendo que três deles dormiam e se apresentavam com nítidos sinais de embriaguez alcóolica. Todos eles esclareceram que estavam na varanda em frente ao quarto onde ocorreu o crime, quando ouviram um disparo. O autor do crime teria saído do quarto com a arma de fogo em mãos dizendo “eu fiz uma cagada, eu o matei, mas antes ele do que eu”.
Na Delegacia de Polícia, interrogado formalmente pela autoridade policial, o suspeito confessou o crime. No entanto, apresentou versão de que ele e a vítima estavam muito embriagados e “brincavam” de “roleta russa”. Primeiro, a vítima teria girado o tambor da arma e pressionado o gatilho em direção ao autor, contudo, não houve disparo. Após, a vítima teria passado a arma ao autor, que, de imediato, disparou contra à vítima, acertando sua cabeça, resultando óbito imediato. O autor negou ter manipulado o cadáver e a arma instrumento do crime no intuito de simular um suicídio.
A polícia civil representou ao judiciário pela decretação da prisão preventiva a fim de garantir a aplicação da lei penal, já que o indiciado tentava empreender fuga.
As investigações continuam para completo esclarecimento dos fatos.