Campo Grande (MS) – Policiais que atuam na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) receberam na manhã desta segunda-feira (22) a visita do delegado de polícia Alesandro Gonçalves Barreto, coordenador do Laboratório de Inteligência Cibernética na Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça.
Alesandro Barreto proferiu uma palestra sobre como algumas ferramentas podem colaborar com as investigações desenvolvidas pela especializada junto as redes sociais.
A delegada titular da DPCA, Marília de Brito Martins contou que a presença do especialista permite uma maior troca de informações para o fortalecimento de operações que desvendam crimes contra crianças e adolescentes nas redes sociais, devido ao seu know-how.
Atuação da DPCA
Desde 2017 a DPCA vem realizando diversas fases da Operação Luz da Infância, que visa combater a pornografia infantil com base em informativos coletados em plataformas virtuais no Mato Grosso do Sul. A operação, que teve início em outubro daquele ano, cumpriu 157 mandados de busca e apreensão de computadores e arquivos digitais.
Durante a apreensão desses materiais nos 24 estados e DF, foram identificadas e presas 112 pessoas que utilizavam esses equipamentos para produzir, guardar ou compartilhar conteúdos de pedofilia na internet. Aquela operação foi resultado de seis meses de levantamentos e investigações coordenados pela Senasp, que à ocasião pertencia ao Ministério da Segurança Pública, em conjunto com as agências de inteligência das Polícias Civis.
A delegada esclareceu ainda que a palestra serviu também para sanar algumas dúvidas com relação a investigação policial e como as empresas de mídias sociais podem colaborar. “O doutor Barreto, como expert que é, veio dar alguns apontamentos nessas investigações em curso para fazer essa ponte. Ele possui contatos com o Google que podem ser utilizados para desvendarmos estes crimes que desafiam diuturnamente a investigação policial”, pontuou.
Segundo ela, atualmente tem sido frequente os casos de aliciamento de menores via redes sociais. “A Polícia Civil precisa acompanhar as evoluções tecnológicas para realizar investigações rápidas e eficientes no combate à exploração sexual e ao tráfego de material pornográfico que envolve criança e adolescente”, destaca.







