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Delegacia de Polícia esclarece estelionato triangulado, identifica envolvidos e recupera dinheiro do golpe

  • 02 dez 2019
  • Categorias:Geral
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Campo Grande (MS): A Primeira Delegacia de Polícia de Campo Grande, por meio do Setor de Investigações Gerais – SIG, esclareceu um crime de estelionato, popularmente conhecido por “golpe triangulado via OLX”. De acordo com as investigações, o golpe é gerado a partir do anúncio por meio do site de vendas/compras OLX, onde, na posse das informações reais de alguém que anuncia seu bem a venda, o golpista – geralmente recluso no sistema prisional- entra nas negociações e, via contato por meio do whatsapp, simula desejo em adquirir o veículo do anunciante solicitando a remessa de fotografias do bem anunciado.

A partir de então, de posse de fotografias do veículo ou outra mercadoria a ser vendida, o golpista confecciona outro anúncio do referido bem, entretanto, com valor abaixo do praticado no mercado. A segunda vítima, seduzida pelo valor do bem anunciado, contacta o golpista a fim de adquiri-lo e este criminoso passa a dizer que o bem estaria na posse de parente, funcionário ou devedor e, muitas vezes, solicita que tal vítima não compartilhe com a vítima, proprietária do bem, os detalhes da negociação fornecendo a esta o número de conta para ser depositada a quantia referente ao negócio. Portanto, há duas vítimas: uma que fica sem o veículo e o dinheiro e a outra que efetua o pagamento a pessoa que não é proprietária do bem, ou seja, ao golpista.

No dia 19 de novembro a equipe de policiais da 1ª DP identificou os autores deste crime e conseguiu recuperar a maior parte do prejuízo. Neste caso, uma das vítimas, um homem de 32 anos de idade, entrou em contato com o anunciante de um veículo Fiat Grand Siena, no site da OLX, sendo tal veículo anunciado a venda pela quantia de R$19.000,00, preço abaixo do de mercado já que o real proprietário (outra vítima) anunciou a venda o bem por R$30.000,00. A anunciante agendou com tal comprador para que o mesmo fosse olhar o veículo, que se encontrava na posse de um “ex funcionário”, já que possuía com este uma dívida trabalhista. Tal vítima foi ao encontro do indivíduo mencionado (real proprietário) para verificar pessoalmente o veículo, efetuou o pagamento dos R$ 19.000,00 na conta de terceiros indicada pela interlocutora da ligação telefônica (golpista), encaminhou para esta o comprovante e o proprietário do bem efetivou a transferência do veículo no cartório sem checar se a quantia, de fato, estaria disponível em sua conta.

No final do dia, ao constatar que o valor informado não se encontrava disponível em sua conta, o vendedor entra em contato com a outra vítima (comprador) e percebem que foram vítimas de golpe, inclusive porque tomam conhecimento de que o real proprietário do bem anunciava o veículo por valor muito superior àquele que o comprador visualizou no site de negócios, no anúncio realizado pelo golpista.

A quantia paga foi depositada na conta de um indivíduo, o qual sacou a maior parte e transferiu e/depositou quantias menores em outras três contas. Todas as contas beneficiadas são do estado de Mato Grosso do Sul, neste caso.

Na recuperação dos valores, a Primeira Delegacia de Polícia de Campo Grande contou com o apoio da: Delegacia de Polícia de Sidrolândia, Delegacia de Polícia de Nova Andradina, Delegacia de Polícia de Naviraí e Delegacia de Polícia de Ladário.

A equipe da Polícia Civil já recuperou 80 % do prejuízo da vítima, até o momento.

Um detalhe que chama a atenção da investigação é que todas as pessoas envolvidas no golpe aqui investigado, ou estão presas, ou são egressas e/ou familiares de detentos do sistema prisional.

A Policia Civil orienta a população em geral que antes de concretizar qualquer negociação envolvendo compra/venda, via sites da internet, que procurem checar todas as informações repassadas, conversando abertamente com o proprietário ou a pessoa que estiver na posse do veículo, desconfiem dos anúncios de bens que estão sendo vendidos por valores bem abaixo daquele praticado no mercado, solicite documento de identificação das partes envolvidas e não deposite valores em contas de pessoas que não possuem nenhum envolvimento com a negociação.

A investigação trabalha ainda com objetivo de se recuperar a totalidade do valor que fora subtraído de forma fraudulenta da vítima.

 

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