Dourados (MS) – Emerson de Moura Silva, 34 anos e J. P. S., 23 anos, acusados de agredir um bebê de dois anos, foram presos nesta terça-feira (2), por policiais da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Dourados.
As prisões aconteceram no bairro Jardim Colibri, após a equipe de investigação da 2ª DP receber informações de que na noite de segunda-feira (1º), por volta de 23 horas, a criança foi hospitalizada após ser agredida pelo padrasto Emerson. Conforme a polícia, os fatos eram acobertados pela mãe do bebê, J. P. S..
Aos policiais a mãe da criança relatou que tem uma tatuagem com o nome do pai do bebê em um dos braços, o que causaria revolta no atual companheiro, com quem teve uma discussão, momentos antes dele começar a agredir o menino.
A mãe afirma que Emerson não gosta do bebê e que durante o almoço de segunda-feira, quando estava na cozinha e o marido na sala, ouviu choros da criança, que foi encontrada com as pernas inchadas, após ser pisoteada pelo acusado. O homem negou as agressões e disse à mãe que estava apenas fazendo exercícios nas pernas da vítima.
A criança sofreu fraturas na bacia e fêmur e segue hospitalizada em estado grave. O casal foi preso e autuado em flagrante pelo delegado Marcelo Damasceno, titular da 2ª DP e responsável pelo caso.
Durante a audiência de custódia realizada na tarde de hoje (3), na 2ª Vara Criminal de Dourados, a mãe da criança foi solta, sob a condição de não se aproximar do filho, que ficará sob os cuidados da avó paterna. Já Emerson teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e será encaminhado para o presídio local.
Reincidente
Conforme a polícia, no último dia 6 de junho o bebê foi parar no hospital da Vida de Dourados, onde foi submetido a uma cirurgia, após sofrer um corte de 4,5 centímetros no pênis. Conforme relato da mãe, que quatro dias depois registrou boletim de ocorrência comunicando o fato, os ferimentos foram provocados pelo padrasto, que pisou na criança.
Na ocasião, o homem alegou que foi pegar uma camisa no guarda-roupas e que acabou pisando na criança, sem querer.