Porto Murtinho (MS): Nesta quinta-feira (6), policiais civis da Delegacia de Porto Murtinho, pericia criminal e vigilância sanitária realizaram ações em estabelecimentos comerciais do município visando combater o comércio clandestino de carnes, no âmbito da Operação Campo Limpo, desencadeado em todo o Estado.
Em um dos estabelecimentos, foram encontradas diversas carnes que não possuíam notas fiscais nem comprovação de sua origem, podendo, inclusive, ser produto de abigeato, bem como estavam acondicionadas em desacordo com a legislação, conforme constatado pela vigilância sanitária e pela perícia criminal de Jardim.
No local, verificou-se a falta de higiene, uma vez que foram encontrados uma barata, teias de aranha próximo as carnes e um animal doméstico (gato) andando na área do açougue.
As carnes foram apreendidas e serão destruídas pela vigilância sanitária.
O responsável pelo local foi preso em flagrante pelo crime tipificado no artigo, inc. IX, da Lei n. 8.137/90, sem arbitramento de fiança pelo delegado de polícia titular da DP-Porto Murtinho, devido a pena máxima abstrata cominada ao delito.
Operação Campo Limpo
Na manhã desta quinta-feira (6), a Polícia Civil, por meio do Departamento de Polícia do Interior – DPI, Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato – Deleagro, Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado – DRACCO, realizou, no âmbito de todas as 12 Delegacias Regionais que compõem o DPI, a Operação Campo Limpo, que visa o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão, barreiras, fiscalização sanitária e outras ações visando o combate ao crime de abigeato em todo o Estado.
A ação teve como objetivo garantir o patrimônio e a segurança dos produtores, trabalhadores e população que reside ou trabalha onde estão sendo desenvolvidas atividades rurais e contou com o apoio técnico do IAGRO – Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal e Vigilância Sanitária para aferir a regularidade sanitária das propriedades vinculadas às pessoas suspeitas.
Levantamento realizado nas Delegacias de Polícia envolvidas na Operação aponta que entre janeiro de 2020 e março de 2021 foram registradas a subtração de 433 cabeças de gado. Ao atual preço da arroba, as cifras ultrapassam o valor de um milhão de reais.
Os animais objeto de abigeato ingressam num mercado negro que envolve transportadores, corretores, escritórios e até mesmos frigoríficos, que dificulta ou anula a fiscalização sanitária e pode comprometer a saúde do rebanho estadual.