Campo Grande (MS): Os Investigadores do Grupo de Operações e Investigações da Policia Civil receberam, na tarde desta segunda-feira (22), informações anônimas a respeito de uma transação de drogas que ocorreria na rua Georgina Pereira Barbosa, no Jardim Itamaracá, em que um suspeito de tráfico estaria em um veículo Gol azul e que o mesmo seria conhecido como Lucas. Os investigadores deslocaram, juntamente com a equipe da força tática da 10ª CIPM, para averiguar a situação.
Segundo consta, a equipe da Força Tática parou a aproximadamente duas quadras e a equipe do GOI parou, com viatura descaracterizada, na rua onde indicava a denúncia. Um investigador de Polícia Civil desceu da viatura – com vestimentas descaracterizadas – e foi até a esquina, momento que chegou um veículo Gol azul no meio da quadra. Em continuidade o investigador deslocou a pé até próximo do veículo para verificar se poderia ser o traficante suspeito. Nesse momento chegou uma motocicleta, somente com o condutor, e encostou ao lado do veículo, momento em que o motorista desceu do veículo.
Após descer, o motorista (posteriormente identificado como José Lucas da Silva Souto – 27 anos) observou que o investigador estava do outro lado da rua. O investigador percebeu que foi reconhecido, momento em que Lucas sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo em direção ao policial e correu para dentro do veículo. Em continuidade, com intuito de inibir a injusta agressão e preservando sua vida, o investigador efetuou dois disparos contra o veículo, que acabaram por atingir o suspeito na região do tórax.
O restante da equipe que estava a aproximadamente uma quadra, na mesma rua, após ouvir os disparos deslocou, porém não chegou a tempo de realizar a abordagem do condutor da motocicleta, que conseguiu evadir do local. Os policiais chegaram a tempo de ver o suspeito descendo do veículo com sangramento na região do tórax, momento que foi acionado a equipe da 10ª CIPM para dar apoio na condução do mesmo para o UPA Universitário com intuito de realizar atendimento médico imediato, visando preservar a vida do mesmo, porém após algum tempo no Centro Médico foi constatado o óbito de José Lucas.
Em buscas no veículo do autor foram encontrados seus documentos pessoais e 1,610 quilo de substancia análogo a cocaína, além de um revólver calibre .32 com capacidade para seis munições, sendo quatro delas intactas, uma percutida (não deflagrada) e uma deflagrada.
Em continuidade, visando a segurança da equipe, foi necessário deslocar com os ilícitos e o veículo até a base do GOI, haja vista que iniciou uma aglomeração e princípio de tumulto no local. Após identificar o suspeito, que já estava em óbito, a equipe da 10ª CIPM conseguiu identificar, por meio de fontes abertas, o endereço do mesmo. Eles seguiram até uma residência na rua Aragarças, onde em contato com a esposa de Lucas, que permitiu a entrada dos Policiais Militares na residência, onde foram encontrados 28 tabletes de substância análogo a cocaína.
Perguntado se teria conhecimento dos entorpecentes a mesma respondeu que sim.
Diante dos fatos os Policiais Militares deram voz de prisão para mesma, que ainda entregou aos policias a quantia de R$ 2.950 (dois mil novecentos e cinquenta reais) informando que o valor seria proveniente do tráfico de drogas praticado por ela e seu esposo.
A Autoridade Policial compareceu no local do confronto juntamente com a perícia criminal, que também realizaram a perícia no veículo que já estava no pátio do GOI.
O investigador que participou da ação apresentou sua arma, juntamente com as munições do carregador, para as devidas providências.
O caso foi registrado como: Tráfico de Drogas; Tráfico de Drogas, relacionado a associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1, e 34 desta lei; Homicídio decorrente de oposição a intervenção policial; Homicídio, se praticado contra a autoridade ou agente descrito nos arts. 142 a 144 da constituição federal, integrantes do sistema prisional e da força nacional de segurança pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição, na forma tentada.