Polícia Civil esclarece caso de sequestro relâmpago ocorrido no início do mês em Três Lagoas

  • Publicado em 25 mar 2020 • por Keila Flores •

  • Três Lagoas (MS):  Na noite do dia 13 de março, um homem de 33 anos, operador de guindaste, procurou o DEPAC alegando que na madrugada daquele dia, estava fumando um cigarro próximo a um hotel onde se encontrava hospedado, às margens da BR262, quando teria sido abordado por dois indivíduos num veículo que não soube dizer a marca, apenas que era de cor preta e que depois disso teria sido mantido em cárcere privado, amarrado, no meio do mato, mas antes foi obrigado a dar seu cartão bancário com senha para os meliantes, os quais teriam efetuado gastos no comércio da região dos bairros Guanabara.

    A partir daí, Policiais Civis do Setor de Investigações Gerais, passaram a realizar diligências, identificando alguns pontos comerciais onde o cartão da vítima teria sido utilizado. Os policiais identificaram a vítima na verdade, teria saído com mulher de 42 anos, para um programa num motel da região, assim como fazerem uso de crack.

    Após isso, a mulher entrou em contato com um comparsa identificado como sendo um homem de 47 anos, o qual abordou o casal que saía a pé do motel, quando então a mulher disse que não teria sido paga pelo programa que acabara de fazer e obrigou a vítima a dar o cartão e senha para que pudessem usar.

    De posse do cartão, o casal suspeito fez gastos no comércio da região do bairro Guanabara, cujos comerciantes passavam o cartão nas máquinas de recebimento, algumas vezes sem que compras eram realizadas, e cobravam taxas por tal operação, ou seja, um tipo de cobrança de juros de empréstimos de dinheiro.

    Durante as investigações a Polícia Civil apurou que tal pratica era comum entre alguns comerciantes daquela região, razão pela qual também poderão ser responsabilizados.

    O casal investigado foi inquirido no SIG, onde negou qualquer conduta criminosa, alegando que agiram com anuência da vítima, o que não é verdade.

    Ao que tudo indica, o casal investigado possam ter feito outras vítimas. Já a vítima disse que quando registrou ocorrência, não falou a verdade porque teria sido ameaçada e por ser casada.

    Acerca dos fatos foi instaurado inquérito policial e ao final, remetido à Justiça.
    Denúncias poderão ser realizadas através dos telefones 67.3929.1173; 67.3521.4984 ou 67-9.9226-8210(whatsapp).

    Três Lagoas, 25 de março de 2.020.

    Ailton Pereira de Freitas
    Delegado de Polícia
    Titular do SIG

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