Campo Grande (MS) – Que o brasileiro é apaixonado por carros todo mundo sabe, mas o fato dessa paixão se estender para automóveis de diversos tamanhos e até mesmo para mini viaturas, pode ser surpresa para muita gente. Menos para o investigador Francisco Anielta Correa, que após a aposentadoria se tornou colecionador de viaturas.
A paixão nasceu junto com o zelo que o policial teve pelas viaturas que utilizou durante os 25 anos de carreira nas delegacias de Bataguassu, Corumbá e Taquarussu, por onde passou. “Sempre gostei muito de cuidar das viaturas, porque é um bem que o Governo compra com o nosso dinheiro e se a gente não cuidar, deteriora, atrapalha o trabalho e o atendimento ao cidadão”, explica o investigador.
A primeira viatura da coleção particular foi adquirida em 2009. Em março de 2018 o acervo particular de veículos policiais do investigador já contava com 22 exemplares. São réplicas em miniaturas de viaturas que a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul utilizou a partir de 1984. “Eu quis recuperar uma parte da história da Polícia Civil e a coleção de mini viaturas foi a forma que encontrei”, garante.
Para compartilhar a paixão pelas viaturas com os novos policiais e garantir que esses veículos façam parte da história da instituição, o investigador
doou sua coleção para a Delegacia-Geral da Polícia Civil em março de 2018, quando os mini veículos passaram a ser expostos no prédio da DGPC, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.
Desde a doação, o acervo continuou sendo abastecido por Chico, como o policial é chamado pelos amigos. Nesta sexta-feira ele adicionou mais dois itens à coleção da DGPC. “É uma Amarok da Denar e o último modelo de guincho da Polícia Civil, é que conforme vão chegando novas viaturas eu vou mandando fazer”, exibe orgulhoso.
A coleção particular foi refeita e agora além de alimentar o acervo particular e da Polícia Civil, Chico faz questão de compartilhar o hobby com os amigos, dando de presente as mini viaturas em datas especiais, ou quando lembra daqueles por quem tem carinho. O custo dessa paixão ele não revela, porque acredita que na vida tem coisas que o valor sentimental é infinitamente maior que o preço que se paga por elas.