Corumbá (MS) – Uma mulher de 30 anos, que que era mantida em cárcere privado pelo ex companheiro há mais de 60 dias, foi resgatada em uma pousada do Centro de Ladário na segunda-feira (6), durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar.
Conforme o titular da Delegacia Regional da Polícia Civil de Corumbá, delegado Alex Sandro Peixoto, a denúncia do sequestro e cárcere da mulher foi recebida pela Polícia Militar e de imediato foi montada uma operação de resgate, com apoio dos policiais civis de Corumbá e Ladário.
Na pousada localizada na rua Dom Pedro II, onde a mulher era mantida refém, testemunhas apontaram aos policiais como o local do cárcere o quarto de número 13, alugado pelo agressor para este fim.
Durante o resgate da vítima, Celso Maldonado Freitas, de 36 anos, sacou um revólver calibre 357 e efetuou dois disparos contra os policiais, que revidaram. Na troca de tiros o criminoso foi alvejado, sendo de imediato socorrido e encaminhado ao pronto socorro local, mas não resistiu e morreu.
Dias de horror
A vítima relatou aos policiais que desde o dia 6 de junho era mantida refém por Celso, que a submetida à violência psicológica, física e sexual. Além disso, por várias vezes o criminoso teria tentado matar a mulher asfixiada.
Em depoimento, a mulher informou que mantinha um relacionamento há aproximadamente um ano com Celso, e que nos três primeiros meses ele apresentou comportamento normal, porém, depois foi ficando violento e no dia 6 de junho, eles foram para a pousada, onde ela passou a ficar trancada no quarto e sem ter contato com ninguém.
Ainda segundo relatos da vítima à polícia, ela era obrigada a manter relações sexuais à força e constantemente era agredida por Celso, sob ameaça de morte não só a ela, como aos filhos que tem. O Criminoso ainda teria confessado à vítima que matou um dos ex-maridos dela e falava frequentemente que se ficasse frente a frente com a polícia, ele poderia até ser morto, mas levaria um policial com ele.
A mulher apresenta algumas cicatrizes pelo corpo, segundo ela, causadas pelas agressões de Celso, que chegou a esfregar seu rosto nas paredes do quarto, onde era mantida refém.
Nome falso
Conforme o delegado Luca Venditto Basso, responsável pelo caso, Celso estava hospedado na pousada com nome falso e tinha um mandado de prisão em aberto com pena de 36 anos de prisão, por homicídio, latrocínio, roubo, entre outros crimes que praticou.