Campo Grande (MS) – A 6ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, realizou na tarde e noite de ontem (12), a reprodução simulada do duplo homicídio qualificado de Bruno Pierri Figueiredo, 23 anos e Carlos Mendes Figueiredo, 42 anos, ocorrido em 10 de fevereiro no Riviera Park, em Campo Grande, durante uma briga de vizinhos.
Conforme o delegado Giulliano Biacio, responsável pelo caso, os trabalhos iniciaram no entardecer, mesmo horário em que se deram os fatos, e adentrou a noite onde foram realizadas as reconstituições de acordo com os relatos das testemunhas, além das versões apresentadas pelos envolvidos no crime.
Ao todo mais de 40 policiais trabalharam diretamente na reprodução, entre equipes da 6ª Delegacia de Polícia, da 4ª Delegacia de Polícia, 5ª Delegacia de Polícia, Grupo de Operações e Investigações (GOI), Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), além de integrantes da Guarda Civil Municipal.
O Crime
O duplo homicídio qualificado aconteceu em 10 de fevereiro, na Rua Luiz Filinto da Silva, no Riviera Park, quando pai e filho foram até o local limpar um terreno adquirido pela família.
Durante a limpeza as vítimas atearam fogo em alguns lixos existentes no local, o que teria provocado revolta do vizinho e acusado Ângelo Demisque Siqueira, 61 anos, que junto com o irmão N. D. S., 55 anos e mais dois amigos foi tirar satisfações, o que acabou gerando uma discussão.
Diante da recusa das vítimas para apagar o fogo ateado no lixo, Ângelo teria sacado um revólver e efetuado diversos tiros contra pai e filho, sendo que 4 deles atingiram Carlos na cabeça, pescoço, peito e costas. Já Bruno foi atingido no pescoço e coxa. Conforme a Polícia Civil, o último tiro foi recebido à queima roupa por Carlos.
As vítimas morreram no local. Os acusados fugiram, sendo posteriormente presos pela Polícia Civil.
Reconstituição
A reconstituição do crime ou reprodução simulada dos fatos esta prevista no art. 7º do Código de Processo e trata-se de instituto do qual a autoridade policial pode lançar mão para esclarecer determinados aspectos do crime, como por exemplo, as formas como agiram vítima e acusado no momento dos fatos.
Durante a reconstituição é feito um processo de simular as circunstâncias e o ambiente onde o crime ocorreu, com base em provas colhidas no local e nos relatos feitos por vítimas, acusados e testemunhas.