CAMPO GRANDE (MS): A Polícia Civil, através da Primeira Delegacia de Polícia de Campo Grande prendeu nesta sexta-feira (10) GABRIEL LUIS GONÇALVES DA SILVA, que teve sua prisão preventiva decretada após representação da autoridade policial em razão de integrar organização criminosa responsável pela prática de diversos estelionatos ocorridos nesta capital nos últimos meses.
Com a prisão de GABRIEL LUIS, já são cinco os indivíduos presos a partir do trabalho desenvolvido pelos policiais civis da 1ª DP para desmantelar a organização criminosa que atua em diversos Estados.
Encontram-se presos preventivamente: RAMÃO EDIVALDO ESCOBAR FILHO, WILSON BOTELHO VIEIRA FILHO, WAGNER RODRIGUES LIMA DO NASCIMENTO, os quais possuíam a tarefa de recolher os cartões das vítimas em suas residências e entregá-los a ELILSON QUEIROZ AMORIM SANTOS e a HELDER VINÍCIUS TEODORO DOS SANTOS, os quais de posse de 13 maquinetas de carão de crédito (também apreendidas pelos policiais civis da 1ª D.P) passavam os cartões recolhidos causando o prejuízo financeiro às vítimas.
Com a prisão dos integrantes da organização criminosa, diversos crimes de estelionato contra idosos cometidos nesta capital foram solucionados. Estima-se que de outubro de 2018 até maio de 2019, tal organização criminosa causou prejuízo em torno de R$200.000,00 (duzentos mil reais) às vítimas desta capital.
O golpe consiste em: indivíduos se passando por funcionários de banco efetuam ligação telefônica para a vítima alertando a mesma de que seu cartão bancário havia sido clonado e que diversas compras indevidas haviam sido realizadas. Na sequência, eles orientavam a vítima a efetuar ligação telefônica para a central do banco. Em razão de um possível sistema de direcionamento de chamadas instalado a ligação é atendida por outro membro da organização que solicita a confirmação dos dados cadastrais da vítima e senha do cartão. Após, os golpistas orientam a vítima a redigir uma carta não reconhecendo tais compras realizadas e inserir tal carta, juntamente com seu cartão bancário (o qual o estelionatário orienta que seja quebrado, porém preservando o chip e código de segurança para posterior perícia) em um envelope e entrega-lo ao “motoboy” do banco, mediante identificação deste por uma senha. Os cartões recolhidos são entregues a um outro membro da organização que efetua as compras e saques, conforme orientação do comando.





