PONTA PORÃ (MS) – A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da 2ª Delegacia, elucidou na última semana um homicídio ocorrido há mais de dois anos na cidade de Ponta Porã. No dia 25 de outubro de 2016, a vítima, Paulo Aguirre Benites foi alvejada por disparos de arma de fogo enquanto seguia para o trabalho em uma fazenda na região.
Na época, as suspeitas do crime recaíam sobre dois colegas de trabalho da vítima, com os quais havia se desentendido dias antes do acontecido.
Ambos foram ouvidos pela Polícia, porém, apesar do empenho policial na investigação, não foi possível obter maiores elementos que pudessem dar a certeza da autoria do crime.
Passados mais de dois anos do fato, o caso “esfriou”, mas, mesmo assim, continuavam as investigações. Foi quando, após o recebimento de uma denúncia anônima, investigadores do Setor de Investigações Gerais – SIG, obtiveram a informação de que o autor do crime seria, de fato, apenas um dos colegas de trabalho com quem a vítima havia se desentendido e que este ainda estaria na posse da arma do crime em sua residência.
De posse da informação, o delegado Caio Macedo, da Polícia adjunto do 2º DP de Ponta Porã, representou ao Poder Judiciário pela autorização de uma busca e apreensão na casa do suspeito, o que foi deferido pelo Juízo da 2ª Vara Criminal.
Durante as buscas, coordenadas pelo Delegado, foi localizado na residência do suspeito um revólver calibre .38, com a numeração raspada, ocasião em que o suspeito LINO ALMADA foi preso em flagrante pelo crime da posse da arma.
Com a apreensão da arma, o Delegado de Polícia requisitou perícia, a fim de verificar se o projétil de arma de fogo encontrado junto à vítima logo após sua morte saiu da arma apreendida.
Após o exame, os peritos da Polícia Civil concluíram que o projétil que atingiu a vítima, de fato, havia saído da arma apreendida com o suspeito, possibilitando a conclusão de ser aquela a arma do crime.
Por esse motivo, o Delegado de Polícia indiciou Lino Almada pelo crime de homicídio qualificado, dando por encerradas as investigações.
Agora, o caso será remetido ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia em desfavor do autor.
Fonte: www.poranews.com